
Inspirar o ar
Inspirar a ação
Para onde foi?
Para onde vou, alucinação
Ah, inspiração!
Expirou o tempo
Cancelou a voz
Interrompeu o canto
Extirpou o vento
E o escrever se foi.
Ah, encantamento!
Alucionou a vida
Expirou o ar
Implodiu o pranto
Eclodiu meu sono.
Ah, meu coração!
Agitou meu sono
Me fez tão constante
Me fez tão amante
Elevou meu ego.
Ah, minha paixão!
Me fez tão sacana
Eu que fui tão santa
Eu que fui tão lúcida
Fiquei meio lânguida
Insana ação.
Ah, minha saudade!
meio sonolenta
meio imperativa
Me leva no tempo.
Com uma vontade de correr ao vento
cantar meu canto
Ter todo o tempo
Chorar no canto
Abraçar teu corpo
Sob o firmamento, ver a lua,
Andar ao léu
estrelas no céu
luz prismática.
E louca de paixão sentir teu cheiro
Voar pelo ar
Soltar meu mal de ser animal.
Vencer meu carma de ser poetisa,
viver de brisa
transgredir o tempo.
Qual a nossa sina, a nossa vida o nosso canto?
(Luzia/1997)
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