terça-feira, 21 de julho de 2009

NOS BARES DA VIDA

Bares, luzes. Que luzes ! ?
Beco sem saída. Com muitas saídas.
Músicas - anos 60 - recordações. Simples emoções. Por que gostamos de recordar?
Escuridão. Medidas, desmedidas. Bebados. Loucuras mil em cada olhar. Olhos pidões, lânquidos, carentes. Gente que não vive sem outros. "Guetos" nordestinos. Bares sem luxo, simples com tamboretes e mesas de madeira crua, tão duros, sem conforto. Paredes caindo, cores desbotadas, copos e garrafas enfeitando as mesas. Come-se e bebe-se, depois, bota-se fora e, o que fica? Será que fica alguma coisa? gasto necessário, prazer satisfeito, gasto desnecessário? Música que atrai, mensagens do não sei o que de tantos tons passados. A bebida leva a qualquer estado (?), aqueles estados por vezes rídiculos, outras vezes agressivos. São seres procurando algo em contato com outros. Que necessidade tão forte é essa? Onde fica a unidade do ser independente e livre?
Becos sem saída para tantos e com tantas opções. E, essas opções quais serão?
Sóbrios personagens, dados jogados. Cada busca é total - ÚNICA.
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Clima de festa
Bela tela
Tola loucura
Faz bem, quem tem
... vem ...
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Fracos jogadores - das dores
Frescas frutas - desnudas
Comer, engolir
Enlouquecidos circuitos
Fortuita ilusão - já era ...!
(mnd/1988)

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