segunda-feira, 23 de novembro de 2009

POSTAL MUSICAL - BRAZIX MUAMBA

Musica de Roberto de Carvalho e Rita Lee

Viva Brasix, do jeito que tá
pau-com-pedra-pernas-pro-ar
dúvidas, dívidas ao deus dará
darks ditaduras
Viva Brasix, morrendo de dor
Aids, quem faz amor
Angra I, Angra II, III e depois Anjom exterminador
Brasix muamba - blá, blá, blá ... Brasix
Viva Brasix colonial, quintal
elite rastaquera
Baleias, botos, S.O.S animal
Nova era já era
Viva Brasix
where the nuts come from
mãe gentil e fecunda
roquenrou, futebol e carnaval
bandas, bolas e bundas
Brasix Muamba blá, blá, blá ... Brasix.

Essa música foi gravada no período da transição política que nosso país viveciou. Essa é rock ...

SERÁ O TEMPO?



O tempo é cruel às vezes. Há quanto tempo sentimos esse aperto no coração, essa vontade de soltar-se e voar?
Nem sabemos dizer com certeza. É como quando ouvimos um blue e aquelel som corta nossa carne, dilacera nosso íntimo de forma inconteste. Sendo assim, a dor se espalha invísivel por todo o ser. Às vezes nem sabemos localizá-la ou sentí-la. Um buraco enorme no centro de nós. Uma tentativa de sentir cada vez mais essa dor para localizá-la, e assim extirpá-la.
É uma busca constante do tudo e do nada. O vazio encontramos. Então, aumenta o desejo de voar, transformar-se em nada. Algum fluído sem odor, cor ou essência.
Nesse estado, sucubimos nossos medos, desejos e ilusões. Matamos todo tipo de paixão que por ventura queira brotar.
Isolados ficamos com nossa dor. Cada um quer algo, quer a vida, a alegria. Não importa essa fantasia. O sonho é distante, tão longinquo, intocável ... As ilusões constantes, tristes decepções.
O brilho que falam por aí estampado num olhar. Digo-lhe, não senti, não transmiti. A fisionomia do tempo é desgastante. Sinto-me presa, encurralada como uma fera num mundo que considero medíocre e outro que considero falso.
Não sei ficar sorrindo o tempo todo. Acho muita hipocrisia quem assim o faz.
Parece que tudo me impede de seguir. Tanto penso. Só penso. De que adianta? Se o pensar é lento, devagar, confunde e anula, embaraça. Se rápido o pensar atropela-se. O idela, qual será?
Existirá uma fórmula para o pensar que não seja demais nem de menos. O equilíbrio. Onde encontrar? Mais um ponto invisível para se juntar. Um ponto abstrato cheio de valor social. Valores e mais valores.
Penso. Divido-me, multiplico-me. Ouso vooooaaaarrrrrrrr...
(mnd/1995)